Filha única de
escrava que faleceu em seu nascimento, Maria foi criada por seu pai. Um senhor
feudal possuidor de muitas terras e posses. Mesmo sendo negra era bastante
respeitada, uma vez que seu pai era uma pessoa influente na corte. Delicada,
meiga e carinhosa Maria era bastante mimada por todos.
Aos 18 anos ela
perdeu o pai, vitima de uma doença incurável na época. Desde então estava
sozinha no mundo, porém rica, pois era a única herdeira dos bens e posses do
pai. O comportamento do povo mudou em relação a ela, passou a ser chamada de
negra, escrava. Cada dia ficava mais triste e inconsolável. Certo dia decidiu
sair, tomar um ar. Então caminhou entre os mais humildes, o comportamento ainda
era o mesmo, sempre a trataram bem, como rainha. Maria então passou a fazer
doações generosas aos escravos, e logo ganhou o titulo de Rainha dos Pobres.
Em
uma destas suas peregrinações, Maria conhece um jovem rapaz, foi amor a
primeira vista. Aconteceu tudo muito rápido, o jovem foi conquistando Mulambo,
fazendo seus dias tristes mais alegres e então casaram se. Naquela época mulheres não aprendia a ler
muito menos a escrever. Como todos os dias saia para suas doações matinais, ao
retornar, foi impedida de entrar em sua própria mansão pelos escravos que
sempre lhes ajudou. O motivo era que segundo seu marido Maria estava louca. Seu
coração estava partido, estava condenada a vagar pela rua.
Maria Molambo das
almas
Maria Molambo
cemitério
Maria Molambo
cruzeiro
Maria Molambo da
estrada
Maria Molambo da
lixeira
Maria Molambo da
encruzilhada
Bebida:
Finas
e caras
Fuma:
Cigarros
e cigarrilhas de boa qualidade.
Guia:
Vermelha
e
Preta
e as vezes até branca.
Lugar:
Encruzilhada
em T ou cemitérios.
Metal:
prata
Mineral:
Cristal
Planta:
Pimenta,
roseiras.
Vela:
Preta,
branca ou vermelha.
Oi
que caminho tão escuro, que vem passando aquela moça
De
vestidinho de chita, estalando osso, puro osso
Mas
ela é a Pombagira, é a Maria Mulambo
O
teu pó é real, o teu pó é real
Mulambo
é pombagira que carrega uma vassoura
Vem
da calunga vem, vem da calunga vem
Maria
Mulambo que carrega uma vassoura
Foi
uma rosa que eu encontrei na encruzilhada,
foi
uma rosa que eu plantei no meu jardim
Maria
Molambo,
Maria
Mulher,
Maria
Molambo és rainha no Candomblé
Lá
no morro tem, lá no morro há
Uma
linda lixeira
Para
a Mulambo morar
Bebe
Mulambo, bebe
Ensina
os seus filhos a viver
Gira,
Mulambo, Gira
Gira
até o dia amanhecer
http://cantodoaprendiz.wordpress.com/2008/09/12/pontos-riscadosexemplos/
Por Magno Constantino










